Taxa de desemprego estimada em 10,8% - 2.º Trimestre de 2016

  • A taxa de desemprego no 2.º trimestre de 2016 foi 10,8%. Este valor é inferior em 1,6 pontos percentuais (p.p.) ao do trimestre anterior e em 1,1 p.p. ao do trimestre homólogo de 2015; é o valor mais baixo desde o 1.º trimestre de 2011.
    A população desempregada, estimada em 559,3 mil pessoas, registou uma diminuição trimestral de 12,6% (menos 80,9 mil pessoas) e uma diminuição homóloga de 9,8% (menos 61,1 mil pessoas).
    A população empregada, estimada em 4 602,5 mil pessoas, verificou um acréscimo trimestral de 2,0% (mais 89,2 mil pessoas) e um acréscimo homólogo de 0,5% (mais 21,7 mil pessoas).
    A taxa de atividade da população em idade ativa situou-se em 58,3%, valor superior ao observado no trimestre anterior em 0,2 p.p. e inferior ao do trimestre homólogo em 0,3 p.p..
    Nestas estimativas trimestrais foi considerada a população com 15 e mais anos, não sendo os valores ajustados de sazonalidade.
    Estatísticas do Emprego, Destaque do INE, 2º trimestre de 2016
A Taxa de Desemprego é a percentagem de desempregados entre a População Activa.

Distingue-se a Taxa de Desemprego em sentido lato da Taxa de Desemprego em sentido restrito em função do conceito de desempregado:

Considera-se desempregado em sentido lato, o individuo com idade mínima de 15 anos, que não se encontra a frequentar o ensino obrigatório, e que reúne simultaneamente nas seguintes situações:
- está sem trabalho;
- está disponível para trabalhar.

Considera-se desempregado em sentido restrito, o individuo com idade mínima de 15 anos, que não se encontra a frequentar o ensino obrigatório, e que reúne simultaneamente nas seguintes situações:
- está sem trabalho;
- está disponível para trabalhar;
- procura trabalho, isto é, tenha realizado diligências para encontrar um emprego, nos últimos 30 dias.

A Taxa de Actividade é a percentagem da População Activa relativamente à População Total (ou residente).
A População Activa inclui os maiores de 15 anos que, no período de referência, constituem a mão-de-obra disponível para a produção de bens e serviços que entram no circuito económico, quer os que estejam empregados, quer os que estejam desempregados à procura de emprego.
Os desencorajados já não procuram emprego, incluindo-se na população inactiva, bem como os que se encontram a cumprir o serviço militar obrigatório, crianças, reformados e inválidos.

O Gráfico abaixo apresenta os valores destas variáveis para 2015.



1. Com base na imagem acima, calcula a Taxa de Actividade, indicando as operações.

2. Com base na imagem acima, calcula a Taxa de Desemprego, indicando as operações.

3. Interpreta a Taxa de Actividade calculada em 1..

4. Interpreta a Taxa de Desemprego calculada em 2..

5. Utilizando as taxas de variação homólogas e trimestrais, referentes ao 2º trimestre de 2016, no Quadro 3 (p.11) do destaque acima referido, justifica:
- o género em que o desemprego caiu mais;
- o grupo etário em que o desemprego caiu mais;
- o nível de escolaridade em que o desemprego caiu mais.

6. Constrói um gráfico a partir dos dados no PORDATA, que evidencie as diferenças na Taxa de Actividade entre os géneros (F/M) e entre Portugal e a União Europeia. Publica-o no blogue e interpreta-o. Preview

7. Constrói um gráfico a partir dos dados no PORDATA, que evidencie que a Taxa de Desemprego afecta de forma diferenciada os diversos grupos etários. Publica-o no blogue e interpreta-o. Preview

8. Constrói um gráfico a partir dos dados no PORDATA, que evidencie que a Taxa de Desemprego afecta de forma diferenciada em função do nível de escolaridade concluída. Publica-o no blogue e interpreta-o. Preview

9. Constrói a partir da população desempregada por nível de escolaridade completo - Masculino e Feminino um gráfico que evidencie como a Taxa de Desemprego varia com o género (M/F) e com a o nível de escolaridade. Publica-o no blogue e interpreta-o. Preview

Carga fiscal manteve tendência crescente, fixando-se em 34,5% do PIB

Recurso

O INE apresenta um destaque em que comenta a evolução recente da carga fiscal.

Tarefa

I Parte

Copia para o blogue o Resumo do destaque, e inclui ao longo deste, as sete (2 gráficos e 5 quadros) imagens do PDF que sustentam as respectivas afirmações.
NOTA: Assinala nas imagens os valores referidos no texto.

II Parte

1. Admitindo que Portugal deseja aproximar a sua fiscalidade da média da UE, indica os impostos deverá descer/subir?

2. Apenas relativamente aos seis países fundadores da UE (CEE, 1957), compara Portugal com estes, quanto ao peso das contribuições sociais efectivas na carga fiscal.

Uma resposta

Índices de Preços em Exames Nacionais

Publique as imagens abaixo, após a sua edição no Paint, de modo a apresentar não apenas a resposta correcta, mas também os cálculos efectuados para lá chegar.

















Correcção

Cálculo do PIB em Exames Nacionais

Publique as imagens abaixo, após a sua edição no Paint, de modo a apresentar não apenas a resposta correcta, mas também os cálculos efectuados para lá chegar.









Correcção

Help - Efeito substituição e efeito rendimento

DICA PARA A QUESTÃO 3
1. Supondo X um bem inferior, certamente que a posição final - 2 - terá que ser diferente daquela a que chegámos quando X foi considerado um bem normal.
2. A nova posição final 2 terá que se situar sobre a mesma restrição orçamental ac que ilustra todas as novas combinações possíveis do consumo de X e Y.
3. Observe que a projecção do ponto 1 na recta orçamental ac, cria nesta 3 áreas diferentes:
- pontos na área a cinzento reflectem um aumento do consumo de ambos os bens: +X e +Y;
- pontos na área a castanho reflectem um aumento do consumo de Y e uma redução de X: -X e +Y;
- pontos na área a vermelho reflectem um aumento do consumo de X e uma redução de Y: +X e -Y.
Portanto, agora bastará observar em que área ficará o NOVO PONTO 2 na nova situação. Para distinguir o efeito rendimento do efeito substituição, tal como na situação anterior, desenha-se uma recta paralela a ac, que reflicta os novos preços (ie, com a mesma inclinação de ac); esta recta deverá passar pelo ponto 1, mostrando todos os pontos que seriam acessíveis antes do aumento do rendimento (a redução do rendimento expressa-se na distância entre as duas curvas).

Pontos base (pb)

O termo pontos base (pb), ou basis point (bp ou bps) é frequentemente utilizado quando os economistas se referem a variações das taxas de juro. Esta convenção foi criada porque estas variações são normalmente muito pequenas, e então definiu-se que 1% corresponde a 100 pontos base. Mais, as variações de pontos base são sempre aditivas, evitando-se assim a confusão entre variação absoluta (ie. Δx=xf-xi) ou variação relativa (ie. Δx/xi).
Exemplo: Uma subida de 2% numa taxa de juro que se encontra em 10% significa que esta vai para 12% ou para 10,2%? — 10%+2% ou 10%*1,02 — Uma subida de 200 pontos base corresponde inequivocamente à passagem de 10% para 12%.
Subindo 10/25/50/100... pontos base passaria de 10% a 10,1%/10,25%/10,5%/11%...

Novo exemplo: “Naquela que foi a primeira reunião de Mario Draghi à frente do BCE, foi deliberada uma descida dos juros na Zona Euro em 25 pontos base. A taxa de referência passou a ser de 1,25%”. (Notícia da TVI) Obviamente que a taxa de referência antes desta decisão se encontrava em 1,5%.

Quando nos referimos à economia real, utilizamos termos que frequentemente se confundem com este: variação em percentagem (%) ou pontos percentuais (pp), conceitos explicados noutro post.